Dados do Indec mostram crescimento de 5,8% na comparação anual, o melhor desempenho desde 2022. Economistas analisam se recuperação se sustentará após políticas de austeridade de Milei.
Resultados do PIB argentino em 2025
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou crescimento de 0,8% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao último trimestre de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nesta segunda-feira (23).
Na comparação anual, o avanço foi ainda mais expressivo: 5,8% em relação ao 1º trimestre de 2024, o maior crescimento desde 2022, quando o país ainda se recuperava dos efeitos da pandemia de Covid-19.
Destaques do desempenho econômico
- Exportações aumentaram 7,2%, recorde para o período, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo.
- Importações subiram 42,8%, reduzindo parte do impacto positivo do setor externo.
- Previsão do Banco Central: Projeção de 5,2% de crescimento para 2025 na última pesquisa de mercado.
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Contexto: recessão, austeridade e desafios
A Argentina enfrentou uma recessão severa em 2024, agravada pela desvalorização do peso e pelas medidas de austeridade do governo Javier Milei. Apesar dos cortes nos gastos públicos ajudarem a estabilizar as finanças, eles também impactaram negativamente a atividade econômica no início do ano passado.
Efeitos da política econômica de Milei
- Cortes orçamentários afetaram servidores públicos, com salários corroídos pela inflação.
- Liberação do uso do dólar sem declaração de origem (veja detalhes).
- Economistas questionam se a recuperação será sustentável ao longo de 2025.
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Perspectivas para o resto do ano
Apesar do crescimento, o resultado ficou abaixo das expectativas de analistas, que projetavam 6,1% na comparação anual. Os próximos trimestres serão decisivos para confirmar se a economia argentina conseguirá:
- Manter o ritmo de expansão das exportações.
- Controlar o aumento das importações.
- Equilibrar os efeitos sociais da austeridade.
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FAQ: Economia Argentina
P: Por que o PIB cresceu menos que o esperado?
R: O resultado reflete os efeitos tardios da recessão de 2024 e a lenta retomada do consumo interno devido à austeridade.
P: O que explica o salto de 5,8% na comparação anual?
R: A base de comparação foi especialmente baixa (1º trimestre de 2024), quando a economia ainda sofria com a desvalorização do peso.
P: O crescimento é sustentável?
R: Dependerá de fatores como preços das commodities e flexibilização das políticas de ajuste.
Conclusão
O crescimento do PIB argentino traz alívio após um ano turbulento, mas os desafios persistem. Acompanhe no A Folha do Nordeste as atualizações sobre economia global e seus impactos no Brasil.
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Fontes: Indec, Reuters, Ministério da Economia da Argentina.